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Em julho de 2009, Ersilio Tonini completou noventa e cinco anos. Quem na Itália não conhece esse velho cardeal que não perde uma oportunidade para usar o rádio e a TV para dizer uma boa palavra? Tendo entrado no seminário de Piacenza com onze anos, tornou-se sacerdote e foi vice-reitor do seminário daquela cidade. Aperfeiçoou-se depois na Lateranense em Direito Civil e Canônico, foi assistente espiritual dos grupos da Federação Universitária Católica Italiana (Fuci), diretor do semanário diocesano Il nuovo giornale, pároco em Salsomaggiore e, em 1968, reitor do seminário de Piacenza. Lá ficou pouco tempo, pois, em 1969, Paulo VI o nomeou bispo de Macerata. Em 1975, tornou-se arcebispo de Ravena (onde, além de tudo, ganhou a estima de seus concidadãos, ao deixar seu apartamento episcopal a uma pequena comunidade de tóxico-dependentes e retirar-se para viver no Instituto Santa Teresa para doentes mais graves). Em 1978, foi presidente do conselho de administração do jornal Avvenire e, no mesmo ano, reabriu o seminário de Ravena, fechado nos tempos da contestação. Inaugurou outros centros para tóxico-dependentes, revitalizou outros semanários diocesanos, trabalhou em estreito contato com a Cáritas. Em 1986, aco­lheu João Paulo II em visita à região da Emília-Romanha. Em 1988, com a ajuda do Papa, recolheu fundos para os índios brasileiros da tribo yanomâni. Em 1990, Tonini hospedou novamente o Papa em visita a Ravena e, poucas semanas depois, entregou ao Sumo Pontífice a renúncia ao governo da Igreja de Santo Apolinário.

No ano seguinte, pregou os exercícios espirituais para a Cúria Romana e apareceu na TV italiana para um programa, Os dez mandamentos, considerado um raro exemplo de catecismo moderno, via satélite. Em 1992, esteve no Brasil, para o congresso dos chefes de tribos indígenas, e, em 1994, o Papa o criou cardeal, com o título do Santíssimo Redentor de Val Melaina.

 

 

Cardeal Ersilio Tonini:

Medjugorje?

Um lugar abençoado, uma fonte de
espiritualidade que transforma a mente.


- 15 de março de 2009 -

Cardinal Ersilio Tonini

 

 

O que o senhor acha do fenômeno de Medjugorje?

Eu acho que é um lugar abençoado e uma graça de Deus, quem vai a Medjugorje retorna transformado, mudado, ele reflete naquela fonte de graça que é Cristo. Cristo é, ao mesmo tempo o toque e a fonte. Se em Medjugorje, como agora já é evidente, muitas conversões acontecem, certamente significa que lá está a mão de Deus. Creio que devemos olhar para Medjugorje com serenidade e confiança, apreciando todas as coisas boas e santas que acontecem nesse lugar.

 

O que acontece com os que vão a Medjugorje?

Eles simplesmente descobrem a fonte da fé e são saciados por Cristo através de Maria, portanto, devem ir com confiança a Medjugorje.

Um bispo emérito falou sobre Medjugorje como um engano satânico...

Eu não creio nisto. De qualquer forma, se ele disse isso, me parece um frase exagerada totalmente fora de contexto. Somente os incrédulos não acreditam em Nossa Senhora e em Medjugorje. De resto, ninguém está nos forçando a crer, mas vamos respeitá-los.

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