Artigo de Bruno Volpe
Padre Laurentin, qual a sua resposta a Dom Gemma?
Antes de tudo quero enviar um calorosa saudação a Dom Andrea Gemma. Atualmente, para ser franco, eu não tenho falado sobre Medjugorje por que tenho preferido seguir a linha do silêncio escolhida pela Igreja, mas neste caso em especial eu não posso concordar com Dom Gemma. O número de aparições é provavelmente excessivo, mas eu não penso que alguém possa falar em engano satânico. Por outro lado, nós observamos em Medjugorje o mais elevado número de conversões à fé católica: o que Satanás ganharia em trazer de volta tantas almas para Deus? Veja, neste tipo de situação, a prudência é uma obrigação, mas estou convencido que Medjugorje é um fruto do Bem e não do Mal.
Dom Gemma também falou sobre interesses e vantagens econômicas dos videntes e seus colaboradores...
Esta crítica também não me convence. Não se esqueça que ao redor de cada Santuário religioso existem lojas de souvenirs e em qualquer lugar onde um santo é venerado chegam centenas de carros e surgem estruturas hoteleiras para dar hospedagem aos peregrinos. De acordo com as razões de Dom Gemma deveríamos também dizer que Fátima, Lourdes, Guadalupe e São Giovanni Rotondo são também enganos inspirados por Satanás para enriquecer pessoas? E também, me parece que até a Obra Romana de Peregrinações, diretamente ligada ao Vaticano, organiza viagens a Medjugorje, portanto...
Dom Gemma também tem afirmado que a Igreja Católica tem negado a autenticidade das aparições através de dois bispos sucessivos de Mostar.
Lamento, mas não concordo. A opinião dos dois bispos devem ser levadas em conta, mas de forma relativa. No presente momento a Santa Sé não tem negado a autenticidade das aparições, mas com a prudência habitual, a Igreja não julga e aguarda por uma certeza posterior e aprofundamento.
O Bispo exorcista, que conhece bem o caso Medjugorje, tem enfatizado que o atual Papa Bento XVI, quando Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, proibiu peregrinações aquele local organizadas por religiosos e sacerdotes.
Veja, os documentos assinados pelo cardeal Ratzinger não impedem nenhum religioso ou sacerdote de ir a Medjugorje. A proibição, se ela pode ser definida nestes termos, se refere à participação de Bispos a peregrinações em massa.
A sua posição (sobre Medjugorje) é muito semelhante à posição do Servo de Deus João Paulo II, não é?
Eu desejo enfatizar que disse o Papa Polonês : "Eu lamento ter que guiar a Igreja a partir do Vaticano e não a partir de Medjugorje". Isto me parece muito significativo
No final de uma entrevista em junho de 2008 o grande teólogo francês Padre Rene Laurentin respondeu ao entrevistador quando este comenta que sua opinião se assemelhava a do Servo de Deus Papa João Paulo II. E Rene Laurentin respondeu exatamente assim: |
JOÃO PAULO II |
“Eu desejo enfatizar o que disse o Papa polonês: ‘ Eu lamento ter que guiar a Igreja a partir do Vaticano e não de Medjugorje’ Isto me parece muito significativo”. (“Tengo a sottolineare che il Papa polacco disse: ‘Mi spiace dover guidare la Chiesa qui dal Vaticano e non da Medjugorje’. Ciò mi sembra molto significativo”.
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PE RENÈ LAURENTIN
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