Oitavo Dia - Quarta-feira, 01 de julho de 1981

O Padre Jozo Zovko, numa entrevista com Fr. O Svetozar no dia 11 de agosto de 1983, falou sobre o oitavo dia e o que era, para ele, o primeiro sinal de Deus que o levou a acreditar nas aparições. Naquele dia ele disse: “Eu estava angustiado devido a todos os acontecimentos. Foi neste momento que algo começou a acontecer em mim e que me levou a me tornar mais do que simplesmente um ouvinte dos relatórios dos jovens. Pessoas do Governo foram trazidas para pôr uma fim aos acontecimentos.

Estes funcionários do Governo que eram pessoas de fé não faziam este serviço com muita satisfação. As duas assistentes sociais que tinham experimentado os acontecimentos em Cerno no dia anterior renunciaram devido à própria experiência que elas viveram. Por volta do meio dia a polícia veio atrás dos jovens afim de tentar dar um fim aos acontecimentos depois que as duas assistentes sociais tinham fracassado. Eles queriam afastá-los da colina e das pessoas. Perguntavam por toda a aldeia onde estavam os jovens. As pessoas respondiam de forma diversa: uns diziam nos campos, outros na aldeia, outros aqui, outros ali. Entretanto, os jovens, que souberam que eles estavam sendo procurados pela polícia corriam pelo meio dos vinhedos em direção à Igreja.
 
E"Enquanto tudo isso acontecia eu permanecia na Igreja em oração e sentindo uma grande responsabilidade diante de Deus como pastor… Eu estava sozinho na Igreja neste momento. Enquanto eu assim orava escutei uma voz a me dizer: 'Corre para fora e proteja as crianças'.
 
Eu deixei minha bíblia e o breviário fiz a genuflexão e sem demora nem fazendo qualquer questionamento saí da igreja. Enquanto eu saia da igreja pela porta do meio estando com o meu pé ainda elevado e com a mão no trinco da porta, as crianças correram em minha direção pelo lado esquerdo da igreja, fugindo da polícia. E eles me disseram: “A polícia está nos perseguindo, nos esconda!” E eles ficaram ao meu redor e choravam!  Ana, irmã de Vicka, estava com eles, vivendo a mesma situação. Eu as abracei e as levei para dentro da  casa paroquial e as conduzi num quarto desocupado da casa. eu pedi que eles permanecessem dentro da casa afim de que não fossem pegos. E logo em seguida Nossa Senhora apareceu para eles ali mesmo. Aos peregrinos que iam em direção à colina foi dito que haveria um serviço religioso na igreja.
 
Por volta das 17h o padre Zrinko Cuvalo, vigário paroquial, dirigiu a oração do Rosário e às 18h, Padre Jozo, o pároco, celebrou a Santa Missa. Desta primeira Santa Missa da noite o Padre Jozo comentou que  “não dá para dizer o tão grande número de pessoas que havia na igreja. Ela estava tão lotada que eu sequer conseguia estender a minha mão e dizer para alguém “o Senhor esteja contigo”.
 
Na homilia eu pedi às pessoas que orassem e jejuassem afim de pedir a Deus que nos ajudasse a entender os acontecimentos em nossa paróquia. E aquela multidão respondeu a minha petição com uma grande exclamação, plena de fé, ‘sim, nós faremos isso. Eu desejava que as pessoas deixassem de ser simples espectadores e começassem a ser participantes dos acontecimentos.” E, de fato, isso foi o que realmente veio a acontecer. Os espectadores tornaram-se os participantes.
 
A experiência dos jovens videntes, de uma maneira muito especial tornou-se a experiência dos peregrinos que começaram a vir à Igreja, a rezar o Rosário e a participarem da Santa Missa. As pessoas rezavam, mas não sabiam onde se encontravam os jovens. Correu um boato de que estavam presos. Só às 22 horas é que voltaram para suas casas. Seus familiares estavam aflitos.

"Neste tempo de graça, que a cruz seja para vocês o sinal indicador do amor e da unidade por meio dos quais chega a verdadeira paz"