O julgamento de Medjugorje - Padre Tomislav Pervan

"Convido-os a se tornarem apóstolos do amor e da bondade."


O julgamento de Medjugorje

 
Fr Tomislav Pervan OFM - Sacerdote há 40 anos (1969-2009) , franciscano, Doutor (PhD) em Teologia do Novo Testamento - Foi Vigário paroquial de Medjugorje (1982-1988) ex-Provincial franciscano (OFM) na Herzegovina (1994-2001) - Está novamente em Medjugorje desde 2003
 
Publicado em julho de 2006, este artigo de frei Tomislav Pervan, OFM fala dos critérios definidos pela Congregação para a Doutrina da Fé para avaliação de revelações e aparições. Veremos que Frei Tomislav acolhe esta instrução quando se refere aos eventos de Medjugorje dizendo: " O documento não perdeu nada de seu valor e atualidade e pode ser plenamente aplicado aos eventos de Medjugorje com todas as suas implicações. Ele pode examinar os eventos de Medjugorje do lado positivo ou negativo com todos os argumentos prós e contra".

Observação :  atualmente o fenomeno de Medjugorje está sendo estudado pela Comissão pontificia criada pelo Papa Bento XVI para dar uma parecer da Igreja sobre estas Aparições de Nossa Senhora. Até dezembro de 2011 quatro dos seis videntes já foram ouvidos pela comissão.
 
 
Pelos últimos 25 anos Medjugorje tem estado presente no cenário mundial. E hoje tem os seus advogados zelosos e, entretanto, também tem seus ferozes adversários. E não parece ser para breve a interrupção desta oposição com o prevalecimento da paz. Os advogados são incansáveis em suas visitas a Medjugorje crendo que a autêntica voz do Céu é o ponto de partida de tudo, exatamente, a aparição da Gospa - Nossa Senhora. Por outro lado os oponentes são ferozes em sua oposição e busca de elementos controversos no conjunto dos eventos.
 
Enquanto isso, o sempre crescente fluxo diário de peregrinos a este local não nos pode deixar indiferentes. Fatos e números falam por si. O número de peregrinos está sempre aumentando. Eles vêm de todos os cantos da Terra, de todas as raças e de todas as nações. Enquanto outros locais de peregrinação constatam um decréscimo no número de peregrinos e de peregrinações mesmo sendo amplamente divulgados, o número de peregrinos e fiéis de todas as línguas e regiões aumenta constantemente em Medjugorje. Como fenômeno, Medjugorje não tem uma ativa máquina publicitária: são os peregrinos que espalham boca-a-boca a sua fama, que dão testemunhos e relatam suas experiências pessoais.
 
 
Por um lado, os sacerdotes que trabalham em Medjugorje sentem que estão sobrecarregados no seu trabalho diário e que estão no extremo de seus limites físicos. Eles se deparam com inúmeros chamados para aconselhamento pessoal, intermináveis confissões, e constante evangelização. Por outro lado, são também confrontados com a suspeita de que eles estão pisando nos limites da heterodoxia. A crítica constante contra eles é que estão promovendo algo contrário à Igreja, a saber, o inexistente, aparições e coisas do género. Nós, por outro lado, não podemos deixar de falar, de dar testemunho sobre o que temos ouvido ou visto, ou do que temos experimentado diariamente por meio de nossos sentidos. (Cf. Atos 4:20) Assim, convidamos a todos para virem e verem. Muitos bispos e padres tinham suas dúvidas, porém, depois de muitas horas ouvindo confissões em Medjugorje, eles mudaram suas mentes e as dúvidas desapareceram. 
 
A voz da consciência nos conduz a obrigação de sermos úteis para aqueles que estão vivendo dificuldades em suas vidas e que vêm aqui. Nós queremos estar em harmonia com a Igreja até o fim, e não pecar contra os ensinamentos ou a prática da Igreja . Entretanto, as denúncias e acusações machucam.. Muito freqüentemente, são levantadas questões e nos perguntam: Que necessidade temos de tudo isto? Não poderíamos ser como qualquer outra paróquia, ou seja, realizar o trabalho pastoral dentro das normas habituais da Igreja e do Evangelho? Quem foi que fez as coisas assim, de tal forma que, até o dia de hoje, o riúmero de peregrinos não tenha se esgotado, mas, ao contrário, continua a crescer mais e mais?
 
Por este motivo, e como amigo e participante desses eventos desde seus primórdios, em 1981, eu dou uma sugestão do que deve ser feito para alterar a atual situação para se abandonar a posição de recusa persistente e constante disputa, ou, na verdade, a indiferença e o silêncio por parte da midia católica sobre tudo isto, enquanto o fluxo de milhares de peregrinos a este lugar continua. É evidente que todas as negações disputas, silêncio não encontram aceitação por parte dos fiéis. Entretanto, certos circulos da Igreja continuam surdos, bem como a proibição contra esta atividade para parte dos fiéis persiste por parte da mídia (que não mostra o que está acontecendo).
 
 
É a voz interior da consciência e a experiência de fé que movem os fiéis. Eu estou convencido que é o Espírito Santo mesmo o iniciador de todos estes eventos. E estou ainda mais convencido de que, após 25 anos terem se passado, o principio do locus theologicus (lugar teológico) de acordo com a noção do sensus fidelium (compreensão por parte dos fiéis) e do consensus fidelium (unanimidade da fé), pode ser aplicado aqui como encontramos nos documentos do Vaticano II, pós Vaticano II e por declarações dos Papas posteriores ao Vaticano II. Aquilo que lemos nos Atos dos Apóstolos está acontecendo aqui. Estou convencido de que a Igreja está sendo reunida aqui neste lugar vindo de todos os lugares da Terra para um único Reino como sucedeu em Jerusalém em Pentecostes. Neste local nós encontramos um espelho da Igreja Católica, ela toda como que em miniatura.
 
 
É neste sentido que creio que a instrução da Congregação para a Doutrina da Fé intitulada - Critérios para o Julgamento e Diferenciação de Revelações e Aparições , datada de 27 de fevereiro de 1978, e assinada pelo então Prefeito, Cardeal Franjo Seper, poderia servir como o vade mecum (isto é, o companheiro constante, o manual) para o julgamento e tomada de decisões sobre Medjugorje e o fenômeno de Medjugorje. O texto não perdeu nada de sua atualidade e valor para o tempo presente. Ele pode ser aplicado plenamente aos eventos de Medjugorje com todas as suas implicações. Pode examinar os eventos de Medjugorje pelo lado positivo ou negativo com todos os argumentos prós e contras.
 
A Congregação para a Doutrina da Fé em sua instrução resume a três níveis ou graus, as normas relacionadas ao modo de proceder diante de alegadas aparições:
 
Os videntes devem ser examinados para determinar se, talvez, não se tratam de visões auto-proclamadas. Depois, todas as mensagens devem ser reunidas e examinadas e analisadas do ponto de vista do nível de formação dos videntes. A saúde física e mental dos videntes devem ser examinadas cuidadosamente, assim como a sua integridade moral. Tudo o que puder ser explicado do ponto de vista puramente humano deve ser levado em consideração, entretanto, da mesma forma, tudo o que não puder ser explicado em termos puramente humanos e com a ajuda das ciências médica e psicológica contemporâneas, e que, ao final, não tem uma causa dentro do poder humano, deve também ser levado em consideração.
 
Após esta primeira fase, se o assunto não morreu por si mesmo, se não tenha chegado a um impasse ou caído no esquecimento , o principle ad experimentum (para fins de experimentação) passa a ser considerado. Ao mesmo tempo, é claro, deve ser enfatizado que o emprego deste princípio de nenhuma forma sugere ou reconhece a autenticidade das alegadas aparições.. Ele simplesmente considera os eventos diante de práticas saudáveis da Igreja : práticas de oracões, devocões, os sacramentos, constante crescimento espiritural e em santidade.
 
Quando um período adequado da fase de ad experimentum tenha decorrido, e, à luz da experiência, especialmente após um exame atento dos frutos espirituais ocasionados pelas alegadas aparições, e das práticas devocionais em torno delas, um julgamento competente dos eventos deve ser realizado, se as circunstâncias o exijam.
 
 
No que diz respeito ao primeiro ponto, tudo pode ser reduzido a uma simples conclusão: até os dias de hoje, em toda a história da Igreja, aparições marianas nunca foram tão intensa e extensivamente investigadas por parte dos inúmeros e independente especialistas internacionais qualificados nos domínios da medicina e da psicologia, ou cujas investigações e seus resultados apresentaram tamanha concordancia entre si (as investigações médico - científicas duraram 21 anos - de 1984 a 2005). Todos os peritos concluíram que as pessoas investigadas se apresentaram espiritualmente, psicologicamente e fisicamente saudáveis. Não se trata de alucinacões, confabulações,(auto) sugestão, histeria, hipnose ou qualquer outra perda de conciência, engano, sugestão ou indução externa de qualquer tipo. Portanto, é uma atitude irresponsável se proclamar publicamente que se tratam de mentirosos ou inventores de falsas visões e mensagens.
 
Muitos especialistas das áreas de medicina, psicologia, parapsicologia ocuparam-se com os videntes de Medjugorje. Eles não conseguiram descobrir qualquer tipo de desvios patológicos em suas vidas. Os cientistas alcançaram o completo limite dos seus testes. No entanto, depois de terem chegado a esse limite cessa a sua capacidade de dar explicacões .Eles são capazes de discernir o que pertence ou não à medicina e à patologia e o que deve ser excluído de uma perspectiva médico-psicológica. Os peritos realizaram isso e deixaram registradas suas conclusões. Devido a isso, e por causa da honestidade intelectual, nós, que temos compromiso com a verdade, devemos levar muito a sério suas investigações e juízos sobre os fenômenos de Medjugorje.
 
 
As provas convergentes a favor da autenticidade do fenômeno Medjugorje são perceptíveis quando se leva em consideração os estudos teológicos, sociológicos e científicos realizados nos videntes pelas equipes de especialistas franceses, italianos e austríacos a partir de 1984 até 2005. Segundo o Teólogo e Mariologista Rene Laurentin, que já publicou obras de grande valor (17 livros) sobre as aparições de Nossa Senhora em Lourdes (França,1858), e que investigou exaustivamente as aparições em Medjugorje, as evidências de autenticidade das aparições de Medjugorje são mais fortes do que aquelas de Lourdes para a qual a Igreja deu a sua aprovação formal.
 
 
De acordo com o ensinamento de Santo Inácio sobre o discernimento dos espíritos, as causas dessas manifestações ou similares podem ser de natureza puramente humana, divina ou demoníaca. Os efeitos devem ser sempre julgados pela sua causa. Em relação a tudo o que aconteceu em Medjugorje, deve-se perguntar qual foi a causa, ou onde as causas iniciais tiveram suas raízes. Se levarmos em consideração os primeiros dias dos acontecimentos que tiveram lugar em Bijakovici em junho e julho de 1981, os peritos que analisaram exaustivamente as videntes concluiram que os videntes tiveram algum tipo de experiência chave fundamental, um encontro que os colocou no centro de algo que não poderiam imaginar ou prever, algo contra sua vontade ou inclinações, algo que dificilmente seríam capazes de predizer.
 
A ciência, como tal, não pode nem confirmar nem negar se a Gospa - Nossa Senhora - está ou não aparecendo (assim como não teria sido capaz de utilizar instrumentos científicos para registrar a Ressurreição de Cristo mesmo se eles estivessem presentes ao lado dos guardas romanos na túmulo de Jesus). Tudo o que a ciência pode dizer depois de vinte e cinco anos é que os videntes são fisicamente e psicologicamente saudáveis, e que tiveram uma profunda e ampla experiência que continua a afetar-lhes até hoje. E que tudo isto é, para os videntes, um tesouro sagrado. Por esse motivo deve-se excluir uma causa puramente humana e, pela mesma ordem de ideias, excluir que seja demoníaca, na medida em que o diabo não é capaz de produzir bons frutos de forma tão constante e duradoura.
 
Desde que vinte e cinco anos tenham decorrido, uma revisão, sine ira et studio (sem rancor e [com] atenção diligente), seria oportuno, tanto na Igreja local como em geral, quanto aos frutos que foram dados e que continuan a serem dados através das aparições da Virgem María ultrapassando todas as suposições e preconceitos ideológicos. Quando observado a partir do ponto de vista puramente estatístico como um todo, perto de cinqüenta mil padres (nt.até 2006) passaram por Medjugorje, centenas de bispos, cardeais, e milhões e milhões de fiéis. O Una Sancta et Catholica (a Igreja Una, Santa e Católica) em miniatura passa por aqui todos os dias. Algo de herético, cismático, ou contrário ao ensinamento da Igreja havia de ser encontrado e a Igreja seria obrigada a tomar medidas contra esses abusos. Isso não aconteceu até o presente. Portanto, quinze anos desde o período de ad experimentum com a Declaração de Zadar em 1991, é um período suficiente de tempo, de modo a permitir a concluir que nada extranho ao ensino e prática oficiais da Igreja acontece em Medjugorje. A Liturgia celebrada e as devoções praticadas são plenamente Cristológicas , Marianas, Eucaristicas, sacramentais e estão em plena harmonia com as normas da Igreja.
 
 
Não se pode afirmar que os frutos particulares de Medjugorje são aqueles de intensa oração e à administração dos Sacramentos. Fazer isso seria criar um circulus vitiosus (círculo vicioso): existem outros lugares no mundo onde oração e os Sacramentos são uma prática comum, no entanto, o que está faltando aí são os efeitos eficazes que constatamos como atribuidos a Medjugorje. É claro que a oração e os sacramentos produzem copiosos frutos para toda a Igreja em todo o mundo, no entanto, de onde e por quê tantas pessoas vêm justamente a Medjugorje? Por que vêm a este lugar remoto onde têm uma experiência concreta de Deus e da graça, são convertidas, aprendem a rezar e, posteriormente, levam os frutos de Medjugorje para suas casas, dão testemunho sobre o que vivenciaram, e tornam-se missionários? Simplesmente não é possível separar as afirmações dos videntes em relação às aparições dos frutos das aparições que vemos na Igreja.
 
O consensus fidei et fidelium pode ser visto pelo fato de que pessoas de todos os níveis do povo de Deus, de todas as classes na sociedade e na Igreja, de todos os povos, e de todas as raças estão representadas em Medjugorje, e pelo fato de que a vida da Igreja é sustentada por todas estas pessoas sob a forma de testemunho, culto divino, sincero serviço, de caridade, (martyria, liturgia, et Diakonia), e, pelo fato de que todos crescem em santidade. Medjugorje é um fenómeno de dimensão mundial. Seus frutos podem ser vistos em todas as partes do mundo. Em essência, Medjugorje é um movimento de leigos, um movimento de fiéis leigos, carregado com espiritualidade, devoção e sinceridade para com o Senhor e com Nossa Senhora. Os próprios videntes são simples leigos e, como tal, são mais facilmente capazes de tocar os corações das pessoas simples, que facilmente se identificam com eles.
 
 
Medjugorje é um movimento de paz e de peregrinação, na medida em que as pessoas vêm aqui para buscar a paz interior. É também um movimento de renovação dentro da Igreja, Ecclesia semper reformanda (a Igreja sempre a ser renovada), bem como um movimento humanitário, na medida em que tem realizado enormes ações de caridade e beneficência em todo o mundo (uma afirmação feita pelo atual Papa em sua encíclica sobre Deus é Amor). A Lumen Gentium (Documento Vaticano II : Luz das Nações) afirma claramente: "Estes carismas, quer sejam os mais elevados, quer também os mais simples e comuns, devem ser recebidos com ação de graças e consolação, por serem muito adequados e úteis às necessidades da Igreja.. "(LG 12:2) Entretanto, Apostolicam Actuositatem (Apostólica Atividade) afirma ainda mais explicitamente:" A recepção dos carismas, mesmo aqueles que são humildes, dá origem ao direito e dever de cada um dos fiéis a fazer uso deles na Igreja e no mundo e para o bem da humanidade e para o crescimento da Igreja na liberdade do Espírito Santo. "(AA 3:3)
 
 
 
Após o último quarto de século, pode-se afirmar que Medjugorje se trata de um carisma profético - uma revelação profética uma chamada ao arrependimento. Estes carismas são capazes de ser encontrados em todos os fenômenos semelhantes no seio da Igreja. Revelações proféticas e aparições são um imperativo sob o impulso do Espírito Santo sobre o modo como um fiel deve se comportar aqui e agora, e o que o Povo de Deus deve fazer em uma situação específica. Assim, a Igreja não deve ser indiferente aos fenómenos. Ela tem o dever imperativo de investigar tais fenômenos com abertura e, coerentemente, para verificar se ela reconhece a vontade de Deus no referido fenómeno. É óbvio que a Ecclesia orans (a Igreja orante), reconheceu a vontade de Deus e a presença de Maria, neste caso, de que o nosso querido João Paulo Segundo falou em sua homilia em Zadar (!) Três anos antes, na festa de Maria, Mãe da Igreja (domingo - Festa de Pentecostes de 2003). Nessa ocasião, o Papa mencionou especificamente os acima citados sensus fidei fidelium (a compreensão da fé dos fiéis).
 
Se, como no caso beatificações e canonizações , o processo habitualmente começa com a Igreja local, e, após um intervalo de tempo adequado, a investigação, e as conclusões baseadas nos materiais oferecidos em prol da beatificação e canonização, o assunto é transferido para Roma. Eu penso que neste caso isso seria o adequado. Após tudo ter sido investigado a nível local, todo o processo de Medjugorje deveria ser transferido para o adequado Dicastério Romano no Vaticano, especialmente tendo em conta o fato de ter crescido além das fronteiras da Igreja local e tornou-se generalizado de modo a englobar toda a Igreja. Incontáveis grupos de oração em todo o mundo foram formados como consequência dos acontecimentos em Medjugorje. Eles exercem a marca da autenticidade e da verdade. Todo o fenômeno é assimilado no próprio ser da Igreja e, como tal, têm um peso maior do que o de uma beatificação de um dos escolhidos de Deus. Se, como acontece no caso de uma beatificação ela é colocada à aprovação do Povo de Deus , por que não deveríamos fazer especialmente na luz da presença eficaz de Maria em lugares específicos (João Paulo II, em Zadar !), e à luz das experiências pessoais e milagres que os indivíduos experienciam precisamente aqui em Medjugorje?
 
Ao longo de toda a história da Salvação, Deus tem se comunicado com suas criaturas através de aparições. Esta forma de comunicação é especialmente adequado para a estrutura psico-espiritual do homem: elas envolvem os sentidos do homem, especialmente sua visão e audição. O fenômeno de Medjugorje pode ser explicado desta maneira ou de outra. No entanto, honestidade intelectual exige que todo o assunto seja visto à luz da Revelação, da mística, das experiências sobrenaturais e de tantas outras experiências semelhantes em outros casos, e, por essa questão, em outros credos.
 
Se Deus tem de fato falado ao longo da história , porque deveríamos estar excluídos de tal forma de comunicação onde o Espírito Santo faz uso de aparições devido às muitas necessidades do mundo contemporâneo? Quanto maior for a miséria no mundo, tanto maior é a necessidade da voz Deus e de sua comunicação. Assim, podemos bem concluir como fez Paulo: "Não extingam o espírito. Não desprezem as profecias. Examinai tudo e ficai com o que é bom!" (1 Tes. 5:19-21)