28/12/2011

Testemunho de Mirjana



Em um novo livro do autor Kresimir Sego Mirjana dá um testemunho dos primeiros tempos

Quando as Aparições começaram em Medjugorje, a vidente Mirjana Dragicevic, de 16 anos frequentava a melhor escola secundária de Sarajevo, e estava feliz com a sua família. Da noite para o dia a sua vida agradável foi substituída por ameaças e interrogatórios. “Eu sempre quis perguntar àqueles que me consideravam uma mentirosa: Porque eu mentiria ? O que eu ganharia por mentir ?” a vidente pergunta em um novo livro do autor Kresimir Sego.

Trinta anos depois, Mirjana relembra as perseguições contra ela ao autor Kresimir Sego no seu novo livro “uma conversa com os videntes”. Revelando em detalhes como a vida que ela conhecia desapareceu. Mirjana também se dirige àqueles que a consideram uma mentirosa:
 
            “No começo, era difícil para mim que as pessoas não acreditassem em nós e eles estavam dizendo que nós estávamos inventando tudo. Gradualmente, isto parou, mas eu lamento por aqueles que continuam a pensar e a sentir desta forma, que continuamente ficam pensando se é ou não tudo isto verdade, enquanto Nossa Senhora está estendendo as Suas Mãos para nos conduzir à Salvação. Porque vocês perdem tempo ?” Mirjana pergunta.
 
“Eu também frequentemente perguntava a mim mesma: Porque eu inventaria tal mentira ? Se eu estivesse mentindo, isto faria de mim uma pessoa anormal. Até durante o comunismo, os médicos constataram que nós éramos normais. Eu tinha uma boa vida, eu vivia com meus pais como a única filha por nove anos; eles me tratavam com carinho. Porque eu iria querer virar minha vida de cabeça para baixo, porque trazer agitação, ansiedade, agonia e dor para dentro da minha vida – porque ? Na minha opinião, somente uma pessoa instável poderia fazer algo assim.”
 
“É diferente agora, o comunismo já não reina aqui nem o antigo país (Iugoslávia) existe. Agora é bom ser um vidente... mas antes então... porque alguém gostaria de fazer isto ? Eu sempre quis perguntar àqueles que me consideravam uma mentirosa: “Porque eu deveria mentir ? O que eu ganharia mentindo ?”
 
Enquanto os outros videntes viviam em Medjugorje, em 1981 Mirjana vivia com seus pais e irmãos em Sarajevo, hoje a capital da Bósnia-Herzegovina, na época era um reduto de comunistas da Iugoslávia.
 
“Era mais fácil aqui em Medjugorje, era um só país e aqui todos eram católicos. Para mim era diferente porque eu estava sozinha. Antes das Aparições começarem, eu freqüentava uma escola secundária tradicional. Era considerada a melhor do tipo em Sarajevo. Assim que voltei para a escola, eu fui expulsa e todo o calvário foi acompanhado de palavras feias.” Disse Mirjana a Kresimir Sego.
 
“Meu pai conseguiu me transferir para outra escola, mas esta classe era freqüentada por todos os outros estudantes que foram expulsos das outras cinco escolas em Sarajevo. Você pode agora imaginar como eu me sentia, os jornais estavam cheios de artigos terríveis sobre mim. Eu lia que eu era neta de um criminoso de guerra e que Nossa Senhora foi uma invenção criada pelos nacionalistas.”
 
As autoridades comunistas deixaram Mirjana um pouco em paz na tentativa de fazê-la ceder.
 
“Todos os dias eu era levada por funcionários da Secretaria da República para Administração Externa. Eles me interrogavam e me questionavam. Eles exigiam que eu escrevesse e assinasse uma declaração que padre Jozo Zovko (pároco de Medjugorje no tempo das primeiras aparições) tinha fabricado todos os eventos que aconteceram em Medjugorje.”
 
 “Eu estava convencida de que eu precisava falar a verdade e eu disse a eles que eu nunca tinha sequer conhecido padre Jozo. Ele tinha se tornado o pároco no final da década de 80 e eu vim para Medjugorje para as férias de junho de 1981 enquanto padre Jozo estava em Zagreb.”
 
“Eu era persistente na tentativa de convencê-los que eu não conhecia padre Jozo, mas eles continuavam com as suas ameaças e eles repetidamente me levavam para o interrogatório. Era constrangedor para mim levar um documento de desculpas para a secretaria da escola, como se eu fosse uma criminosa conhecida.”
 
“Eu vinha, mas a polícia continuava me levando de volta para Sarajevo. Eu me lembro de um incidente muito desagradável. Eles amaldiçoavam, eles me ameaçavam, eles gritavam comigo, e quando eles me trouxeram de volta para o meu apartamento, eu disse a minha mãe: “Mãe, se a senhora soubesse o que eles me fizeram passar” . Minha mãe me deu a entender com o seu olhar que eu ficasse quieta e não falasse, porque poderia ter sido bem pior.”
 
“Eu me sentia triste por aqueles que me interrogaram e me ameaçaram. Mas, nestas dificuldades, meus pais foram extremamente úteis. Eles me disseram para ser persistente em dizer a verdade, que eles ficariam do meu lado e que Deus iria nos ajudar. Realmente, foi assim.”
 
“No entanto, eu não era a única a ter problemas. Realmente, os meus problemas não me interessavam tanto. Eu pensava: Eu vejo Nossa Senhora e assim deve ser. Isto me confortou mas era difícil para mim ver meus pais e meu irmão pequeno sofrerem e chorarem.”
 
“Meus pais sofreram ameaças de que seriam demitidos, mas Deus nos ajudou através de tudo isto. Eu verdadeiramente vi o trabalho de Deus em tudo. Portas que eu pensava que jamais seria abertas de repente abriram. Quando eu pensava que estava sozinha, havia sempre alguém ali para me ajudar. Nisto, eu vi como a Mãe de Deus age através de diferentes pessoas.”
 
 
Fonte: www.medjugorjetoday.tv