25/12/2014

A última AparIção diária e a primeira entrevista de Jakov



 
Conforme noticia o site da paróquia de Medjugiorje a Aparição a Jakov Colo ocorreu neste Natal de 2014 às 14:40h (hora de Medjugorje) e durou oito minutos.  Veja abaixo a história desta Aparição anual a Jakov em 25 de dezembro.
 
Jakov Colo e Marija Pavlovic não estavam presentes no dia 24 de junho de 1981 quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Medjugorje, mas somente no dia seguinte. No segundo dia das aparições, 25 de junho, a maioria dos videntes estava nos campos colhendo folhas de tabaco. Tendo acabado seu trabalho um pouco mais cedo que o habitual, Ivanka, Mirjana, Vicka, e Ivan Dragicevic decidiram retornar à colina. Neste dia Milka (irmã de Vicka) que esteve no primeiro dia, não pode vir pois estava fazendo algumas tarefas para sua mãe. Mas Marija e Jacov pediram aos outros "Se vocês realmente vão ver Nossa Senhora, deixe-nos ir com vocês. Mesmo que nós não a vejamos, mas nós gostaríamos de estar juntos.” Mas, eles foram e viram Nossa Senhora também. Completou-se assim naquele dia o grupo dos videntes destas aparições. Por este motivo e por que foi em 25 de junho a primeira vez que Nossa Senhora falou com os videntes que o teólogo Rene Laurentin entende ser este o dia que Nossa Senhora orientou para que fosse comemorado todos os anos como o aniversário das aparições.
 
De junho de 1981 até setembro de 1998 Jakov Colo teve aparições diariamente.
 
Em 11 setembro de 1998, uma sexta feira, Jakov estava em viagem aos Estados Unidos e se encontrava em Miami quando teve a sua aparição diária. E naquele dia Nossa Senhora lhe disse para se preparar de uma forma especial pela oração por que no dia seguinte ela iria lhe revelar o décimo segredo.
 
No dia 12 de setembro Nossa Senhora veio às 11:15h da manhã. Chegando fez a saudação habitual: "Louvado seja Jesus". 'Enquanto me confiava o décimo segredo ela estava triste" revelou Jakov. Então com um doce sorriso ela me disse:
 
"Querido filho, eu sou sua mãe e te amo incondicionalmente. A partir de hoje não aparecerei mais para você diariamente , mas apenas no Natal, o aniversário de meu Filho. Não fique triste, por que como uma mãe estarei sempre com você e como toda verdadeira mãe eu nunca vou deixá-lo. E você continue seguindo o caminho de meu Filho, o caminho de paz e amor e procure perseverar na missão que eu te confiei. Seja um exemplo de homem que conhece a Deus e o Seu amor. Deixe as pessoas sempre verem em você um exemplo de como Deus age nas pessoas e como Deus age através delas. Eu te abençôo com a minha benção maternal e te agradeço por teres respondido ao meu chamado".
 
A aparição se encerrou às 11:45h.
 
Naquela ocasião, em uma breve conversa por telefone com Frei Slavko Barbaric, Jakov lhe disse que chorou muito por um longo tempo e que ele estava muito triste.
 
No dia 7 de dezembro daquele mesmo ano de 1998 Jakov deu uma entrevista a Franco Silvi e Alberto Bonifácio do jornal Eco de Medjugorje a qual transcrevemos a seguir:
 
Jakov Colo: EU A VI POR 17 ANOS
 
 
Jakov Colo conta: «Eu tinha 10 anos quando a Santíssima Virgem apareceu-me pela primeira vez. Antes, nunca tinha pensado numa Aparição. Vivíamos aqui no vilarejo e eu era muito pobre. Não tínhamos notícias nem sabíamos de outras Aparições como Lourdes, Fátima, etc. É claro que uma criança de 10 anos não pensa mesmo em Aparições. Ela tem na cabeça outras coisas que, naturalmente, são para ela mais importantes, como estar com os amiguinhos, brincar e jogar, sem pensar em orações.
 
Mas quando vi, pela primeira vez, sobre a montanha, uma figura de Mulher que nos convidava a subir, senti, de repente, no meu coração, algo de especial. Percebi logo que minha vida iria mudar completamente. Quando, depois, subimos e me vi perto de Nossa Senhora... Sua beleza, aquela paz, aquela alegria que nos transmitia... Naquele momento, para mim, nada mais existia, somente Ela e, em meu coração, havia apenas o desejo de que aquela Aparição se repetisse e novamente eu pudesse vê-La.
 
A primeira vez que A vimos, por causa da alegria e emoção, não pudemos dizer uma só palavra, apenas choramos de alegria e rezamos. No mesmo dia, quando regressamos a nossas casas, apresentou-se o problema: como dizer a nossos pais que tínhamos visto Nossa Senhora? Com certeza nos diriam que estávamos ficando loucos! De fato, no princípio a reação deles não foi nada boa. Mas, depois, vendo o nosso comportamento (minha mãe dizia que eu estava muito mudado, que não queria sair com os amigos, que queria somente ir à Missa, rezar e subir a Colina das Aparições), começaram a acreditar. Agora posso dizer que, naquele momento, começou minha vida com Nossa Senhora.
 
Eu a vi durante dezessete anos. Posso dizer que cresci com Ela, que tudo aprendi dEla, muitíssimas coisas que antes não sabia. Quando Nossa Senhora veio, logo nos convidou a seguir Suas Mensagens principais, que para mim eram completamente novas. Por exemplo, a oração, os terços do Rosário.
 
Perguntava-me: Por que rezar os três terços e o que é o Rosário? Por que jejuar? Eu não entendia para que serviam, nem o que significava conversão. Para que rezar pela paz? Tudo isto eram coisas novas para mim. Mas desde o início compreendi uma coisa: aceitar tudo o que a Virgem nos pede, porque apenas isto é necessário, abrir-nos totalmente a Ela. A Virgem disse muitas vezes nas Suas Mensagens: basta que abram seus corações a Mim e, no resto, penso Eu. Dessa forma, compreendi e pus minha vida em Suas mãos. Pedi-Lhe que me guiasse para que tudo o que fizesse na vida fosse da Sua vontade, e assim começou o meu caminho com a Gospa".
 
Ela convidou-nos à oração e recomendou que o Rosário voltasse às famílias, porque nada melhor do que rezar juntos o Santo Rosário para unir a família, especialmente, os filhos. Eu vejo que muitas pessoas que vêm aqui me perguntam: Meu filho ou minha filha não rezam, que fazer? Então eu pergunto: Alguma vez rezaram com seus filhos?
 
Muitos dizem que não. Então não podem esperar que eles rezem com a idade de 20 anos, quando até então nunca experimentaram a oração na família, nunca perceberam a existência de Deus em sua família. Devemos ser exemplo para nossos filhos, devemos ensiná-los. Nunca é demais insistir em ensiná-los. Aos 3 ou 4 anos não conseguem rezar com os adultos os três terços do Rosário, mas, pelo menos, devem dedicar um tempo a Deus, para verem e compreenderem que Deus deve estar em primeiro lugar em nossas famílias.
 
Por que a Virgem aparece? Aparece por nossa causa, por causa do nosso futuro. Ela diz: Eu desejo salvar todos vocês e, um dia, desejo oferecê-los a Meu Filho como a mais bela flor. Não somos capazes de compreender Suas Aparições. Que grande é Seu Amor por nós! Ela diz sempre que, com a oração e o jejum, podemos fazer tudo, até parar guerras. Devemos compreender Suas Mensagens, mas antes devemos aceitá-las em nosso coração. Se não abrirmos o coração a Nossa Senhora, nada poderemos fazer nem poderemos aceitar Suas Mensagens. Eu digo sempre que o Amor de Nossa Senhora é grande e, nestes 18 anos, Ela o tem demonstrado muitíssimas vezes, repetindo sempre as mesmas mensagens para a nossa salvação. Pensem numa mãe que diz sempre ao filho: faz isto e aquilo. Se ele não obedece, prejudica-se. Apesar disto, Nossa Senhora continua aparecendo aqui e convida-nos a viver as mesmas Mensagens. Basta ver o amor que nos transmite através das Mensagens do dia 25 de cada mês. Nessas Mensagens, Ela sempre diz no final: "Obrigada, por terem respondido ao Meu chamado ". Quão maravilhosa é Nossa Senhora quando nos agradece por termos respondido ao Seu chamado. Somos nós que, pelo contrário, a cada segundo de nossa vida, deveríamos agradecer a Ela por Suas Aparições aqui para nos salvar, para nos ajudar.
 
Nossa Senhora também nos convida à oração pela paz. Ela vem aqui como Rainha da Paz e, com Sua vinda, traz-nos a paz e Deus concede-nos Sua Paz. Desejá-la é uma decisão nossa. Muitos, no princípio, interrogavam-se: por que Nossa Senhora insiste tanto na oração pela paz, dado que nós, naquele momento, tínhamos paz? Depois, compreenderam aquela insistência. Dez anos depois dos Seus apelos quotidianos à oração pela paz, estourou a guerra. Sinto uma certeza dentro de meu coração: se todos tivéssemos acolhido Suas mensagens, muitas coisas não teriam acontecido, não apenas em nosso País, mas também no mundo.
 
Devemos ser todos missionários e divulgar Suas Mensagens. Ela convida-nos também à conversão. O primeiro passo é a conversão do coração porque, sem ela, não podemos aceitar tampouco o que Ela nos diz. Se não temos paz no coração, não podemos rezar pela paz no mundo.
 
Muita vezes, ouvi peregrinos dizerem: «Estou cansado do meu irmão, eu perdoei-lhe mas é melhor que ele esteja longe de mim». Isto não é paz nem perdão, porque Nossa Senhora traz-nos Seu Amor e nós devemos demonstrá-lo ao próximo, amando a todos. Devemos primeiro perdoar para ter paz no coração. Muitos vêm a Medjugorje trazendo a expectativa de verem um sinal, a Virgem ou o Sol girando... Mas eu digo a todos que o principal e maior sinal que Deus pode dar-nos é verdadeiramente a conversão. Este é o maior sinal que o peregrino pode levar daqui. O que de melhor pode levar de Medjugorje como recordação? O maior presente de Medjugorje são as mensagens da Virgem. Vocês precisam testemunhá-las, sem medo, sem se envergonhar, mas sem obrigar os outros a crer. Cada um de nós tem a liberdade de escolher: acreditar ou não. Devemos dar testemunho, não apenas com palavras.
 
Podem fazer em suas casas grupos de oração. Para isso, não é necessário serem dois mil, duzentos ou cem. Podem ser duas ou três pessoas, mas o primeiro grupo de oração deve ser na família e, depois, aceitar os outros e convidá-los a rezar com vocês.
 
(Entrevista concedida a Franco Silvi e Alberto Bonifácio, em 7.12.98)
 
Eco de Medjugorje – 161

 

 
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